SBPPC

 
Consumo exagerado de álcool aumenta a TPM, aponta estudo
16/05/2018 O consumo moderado de álcool foi associado ao aumento em 45% do risco de mulheres terem TPM. No caso da ingestão alta, o risco subiu para 79% Mulheres que sofrem com tensão pré-menstrual (TPM) devem ficar atentas à ingestão de álcool, alertam pesquisadores espanhóis em um estudo publicado na BMJ Open. Segundo pesquisa da Universidade de Santiago de Compostela, 11% dos casos de problema, também chamado de síndrome pré-menstrual, estão relacionados a exageros no consumo de bebidas alcoólicas. A equipe conduziu uma meta-análise para chegar à conclusão. O trabalho envolveu a análise de dados de 19 estudos de oito países, somando mais de 47 mil participantes. “Verificamos praticamente todos os bancos de dados bibliográficos existentes de estudos médicos e também entramos em contato com autores pessoalmente. Alguns deles nos forneceram dados não publicados”, conta Bahi Takkouche, autora do artigo divulgado na revista científica. Conforme a análise dos dados, o consumo moderado de álcool (o equivalente a uma taça de vinho ou um copo de chope) foi associado ao aumento em 45% do risco de mulheres terem TPM. No caso da ingestão alta (mais de uma taça de vinho ou de um copo de chope ou uma lata de cerveja), o risco subiu para 79%. Os pesquisadores sugerem que uma explicação plausível para esse fenômeno é que o consumo de álcool altera os níveis de hormônios sexuais esteroides e gonadotrofina durante o ciclo menstrual, o que desencaderia a síndrome. Há ainda a possibilidade de as mulheres recorrerem aos drinques para aliviar os sintomas da TPM. “O grande número de estudos incluídos, assim como sua qualidade, apontam para uma associação entre o consumo de álcool e o risco aumentado de desenvolver síndrome pré-menstrual. Entretanto, ainda é cedo para estabelecer uma relação causal entre a ingestão de álcool e a TPM”, pondera Márcia Mendonça Carneiro, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Prevalência alta Apesar de o estudo não ter tido a intenção de definir uma relação de causa e efeito, os autores ressaltam a importância dos resultados. “Essas descobertas são importantes, uma vez que a prevalência mundial de álcool entre as mulheres não é negligenciável”, escreveram, em comunicado à imprensa. Globalmente, a proporção de mulheres que consomem álcool é estimada em cerca de 30%, com cerca de uma em cada 20 (6%) sendo considerada bebedora pesada. Os impactos do problema têm proporções volumosas. O custo da TPM nos EUA é estimado em US$ 5.000 por caso a cada ano, com mulheres que provavelmente experimentarão 3.000 dias de sintomas incapacitantes durante a vida reprodutiva, segundo os autores. Carneiro aconselha que o problema pode ser amenizado com mudanças no estilo de vida, incluindo prática de atividades físicas e modificação na dieta, assim com a redução do consumo de álcool. 45% Aumento do risco de uma mulher ser acometida por TPM em razão da ingestão moderada de álcool, equivalente a um copo de chope por dia 79% Aumento do risco de uma mulher ser acometida por TPM em razão da alta ingestão de álcool, equivalente a uma lata de cerveja por dia Por Sara Sane Correio Braziliense
 

Fique por Dentro

Estudo da USP mostra como o álcool em dose moderada protege o coração
23/05/2018 Há pelo menos 20 anos estudos têm mostrado que o consumo moderado de álcool pode ter efeito cardioprotetor em grande parte das pessoas, mas ainda não se sabia ao certo por quê.
Ler mais...
 
Anvisa aprova novo genérico para tratamento da hepatite C
22/05/2018 Produto inédito atua como inibidor de enzima essencial para a multiplicação do vírus no organismo humano.
Ler mais...
 
Anvisa quer mudanças na rotulagem nutricional de alimentos
22/05/2018 Órgão aprovou relatório preliminar sobre o tema, que seguirá para contribuição da sociedade em Tomada Pública de Subsídio e testes dos modelos propostos.
Ler mais...
 
Anvisa investiga risco de antirretroviral dolutegravir
21/05/2018 O medicamento dolutegravir (DTG) está sob investigação da Anvisa por suspeita de ocorrência de defeitos de tubo neural (DTN) em mulheres que foram expostas ao produto no momento da concepção. O trabalho é conduzido pela Gerência de Farmacovigilância.
Ler mais...
 
Plataforma usa inteligência artificial para diagnosticar Zika e outros patógenos
18/05/2018 Uma plataforma capaz de diagnosticar diversos tipos de doenças, com alto índice de precisão, por meio de marcadores metabólicos encontrados no sangue de pacientes foi desenvolvida por cientistas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Ler mais...
 
©SBPPC - Sociedade Brasileira de Profissionais em Pesquisa Clínica - Denvolvido por:Boschi Design